quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Nunca é Tarde


Eu te amei, desesperadamente te amei
Esse amor solitário
Que por tantos e tantos anos alimentei
Acabou virando um cenário
Para tantos outros que provei

Se depois de tantos beijos
Tantos carinhos que te vi trocar
Você ainda faz parte dos meus desejos,
Ainda assim te quero amar

Mas o orgulho me fez deixar
Desviou-me de ti, me fez seguir em frente
E com um brilho a menos no olhar
Segui a vida, alegre, e tão quanto descontente


Por traz da alegria, escondo o meu sofrer
Seguro a lágrima, sofro sem fazer alarde
Mas a verdade é que ainda penso em você
E não venha me dizer que agora já é tarde



Maurício Tovar Junior
;*

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Pai





Pai, Se tu sabes o porquê,não me abandone agora
Se realmente me ama, me vê e me sente,
Dê-me a sua mão, dê-me uma parcela de sua força,
Faz de mim a tua obra, expulsa de mim este fatal adormecimento,
Use o meu sangue,se preciso,todo ele, mas suplico a ti, Ó pai onisciente
Não me deixe aqui,como apenas instrumento

Pai, Tu és a resposta, tu és o caminho,
Tu sabes por onde ando, por que me toma, essa imensa solidão?
Por que ainda me sinto tão sozinho?
Mesmo cercado por toda essa multidão.
Tu me abandonaste, Pai?
Ou abandonaste o resto do mundo?
Por que ainda sinto-me estranho, se somos todos irmãos?

Pai, perdoe profundamente o desacordo de meu ego,
Tu és tão grande, e eu ,tão pequeno, ainda o julgo.
Traga à tona o meu Real ser
Faça-me valer a cruz que eu carrego,
Tire o meu véu, tire-me o "mundo",tire-me o "vulgo".

Pai, na consciência que tu me deste aqui e agora
Espero o fim da quinta raça,
Com o orgulho de ti,o orgulho de mim,e o amor pelo mundo
Que no fim desse tempo, eu possa respirar o ar da graça
E me afastar, de uma vez por todas, da maleficência do ego
Que afunda a consciência de tantos, no eterno sono profundo.

Pai, não uso palavras para falar contigo
Pois eu sou você,
Mas o faço, pois o que a mente não projeta
O teu olho não vê.

Maurício Tovar Júnior

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Rosa meditativa


No seu canto sombreado
paira o seu doce perfume
e junto ao amor despedaçado
a tristeza do acaso nos une.

Uma criança meiga e doce,
um garoto perdido e sensível.
Nossos caminhos se cruzam como se fosse
um empurrão do mestre invisível.

Meu coração se esmaga em dor
por ver os seus olhos opacos,
sem o brilho herdado do amor
que lhe negaram os fracos

Mas diante de todo o mal
eu venho lhe dar esperança,
compenso a realidade brutal
que encobre essa pobre criança

Então, mestre invisível, onde está o amor?
Exija de mim o que for preciso
mas lhe peço, por favor,
traga-lhe de volta o sorriso.

Eu sei que ela sabe,
ela sabe que eu também sei

Eu sei que ela viu
e ela sabe que eu também via
que a vida nos uniu
numa mágica telepatia.

Logo retornarei,
e me domina a expectativa
de que lá reencontrarei
a meiga rosa meditativa.


Maurício Tovar Junior

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Uma Flor


Uma flor que dou a ela,
do bem querer,é uma amostra,
do meu coração, uma parcela.
O prazer de agradar a quem se gosta

Uma rosa por um sorriso,
um elogio, uma surpresa
Qualquer agrado sem aviso,
um abraço, uma gentileza

Querer estar por perto.
Uma flor por todo o amor e carinho,
pela amizade e pelo afeto,
uma flor, uma rosa sem espinho

Minha querida, minha flor, minha bela,
linda como a rosa que ofereço.
Gosto mais de ti a cada mistério que me revela,
e já gostava desde o começo

Dei uma rosa pra você,
Cuja presença não tem preço
De qualquer um, posso esquecer
Mas de você eu nunca esqueço.


Maurício Tovar Júnior

Um novo tempo para amar


O Mundo se agiganta ainda mais,
Repousando sobre nós esta serena paz

O amor floresce nos campos do coração,
A humanidade faz história com a nossa geração

Conseguimos ,enfim, evitar o fracasso,
Enfrentamos o ego sem usar a força do braço

Quando o homem fecha seus olhos para os espelhos,
Abre seu coração para o mundo e põe-se de joelhos

Quando a dor do próximo torna-se a própria dor,
Neste dia, paira sobre mundo a harmonia do amor

E neste dia ,então, já não se tem mais diferença,
Somos todos iguais, independente a cor, origem ou crença

Livres de todos os valores fúteis e pecados insolúveis
Fazemos do mundo um outro céu, abaixo das nuvens

Façamos do mundo o nosso templo a se cuidar
E façamos do tempo, um tempo eterno para se amar.


Maurício Tovar Junior

O romance de um Eu ainda vivo


O que será isso?
Meu peito arde em alegria
Minhas idéias caem lentas e previsíveis como a queima de um pavio

Estou em desespero? Estou!
Por que minhas mãos não me obedecem?
Trêmulas e tomadas pela agonia
Explodo em alegria, mas não consigo sorrir
Pois então, estes olhos me dominam
Como és bela

Aqui e agora, tantos olhos, tanto barulho
Na algazarra dos que comemoram com a embriaguês
O mundo para de repente
Não há mais nada entre nós
Eu e ela e mais nada
Meu olhar nervoso e o teu sorriso cortês
Nenhum barulho, apenas a melodia de tua voz

Deixo-te falar, ouço quieto a delicadeza daqueles sons
E o pavio chega ao fim
Explode em meu peito o desejo de amar-te
Porém, tua timidez me impede, ou talvez outra coisa
Proponho uma solução:
- Vamos, o mundo é vasto e amplo, não vamo-nos deter aqui.
E deixamos ,então, a alegria da ocasião para encontrar a nossa

Ao cansar da fuga, nossos corpos molhados e as bocas secas
O silêncio grita o pedido:
- Vitalize o rubor destes dois amantes que também queres amar os teus.
Doce, suave, puro e verdadeiro. És um presente de Deus
Prometo que te amarei, mas se não queres minha promessa, ora essa
Sinta o meu peito pois então,
Caia sobre mim onde eu me deito que te vou provar
Ela insiste no aconchego do seu lar. Pergunto se é seguro
Teu sorriso e teu olhar focado incitam afirmação
Caminhamos pela noite e chegamos ao destino
Já na escura madrugada, deita-se comigo, torna-se minha amada

Amamo-nos como nunca antes
Em teus olhos claros e brilhantes, assim como nos meus, reluz a verdade de sinceros amantes
A magia ocorre por longo período
Teu colo se ruboriza ao leve toque de minhas mãos curiosas que se atrevem à carícia
Sinto o teu peito, sinto-o pulsar e sinto-te por inteira
Um sentir de carinho e sem malícia, de toque suave, porém ainda sem perícia
E em meio ao entrelaço de nossos corpos já cansados, no escuro
Um primeiro “ eu te amo” surge tímido
E então pousa leve a quietude do descansar em meus braços seguros

A noite se vai cedo, a luz invade meus olhos
Viro-me para o lado e ,antes que meus lábios pudessem tocá-la,
Abrem-se teus olhos tímidos e semi-lúcidos e do olhar nasce um novo sorriso.
Levanto-me com firmeza e já revigorado
Sinto a leveza de seu toque em meu braço e o tom indignado:
- Já vai partir? Mal amanheceu! Fique pra sempre, como ontem me prometeu!
- Ainda não é hora, assim corremos perigo. Confie em mim, veremo-nos ainda esta noite se quiseres mesmo ficar comigo, e assim como dizes, seremos então, loucamente felizes.
- Promete?
- Do fundo da minha alma e do meu coração, ou malditos sejam ambos.
Sem muita explicação, eu parto rumo ao dia novo e igualmente cruel.

O sol percorre seu longo caminho pelo céu, e quando a noite anuncia o fim do dia
Meu peito avança, por instinto, rumo ao oceano da alegria de um amor tão belo.
Assim como o esperado, lá estava ela, ainda mais bela
Beijo-te com carinho e pureza e liberto-me com as palavras da incerteza que morava em mim:
- Vou contigo por todo o fim! E que a chama que acendeste em mim queime eternamente por ti.

Uma sombria paz ilumina o acontecer, e mais uma vez presencio o amanhecer.


Maurício Tovar Júnior

Meu primeiro amor


De novo sonhei com ela,
com seu sorriso estampado no rosto.
Como sempre, tão bela.
Senti de novo, a ilusão daquele gosto.

Sentir suas mãos nas minhas,
seus lábios nos meus.
Meu vedadeiro amor, que ainda não tive.
A primeira súplica que fiz à Deus,
e ele resolveu não dar.

Por que não nos amamos ainda?
Não compreendo.
Por que não me livro dessa dor?
Teimosia de querer amar?!
Esse amor tão improvável, ao qual eu me prendo,
e preso, adoro estar

È aquela mesma garota
que admiro todos os dias, como antes fazia.
Ganhou o meu amor, até a última gota,
Que deu à minha vida, um ar de poesia.

Pois amá-la tanto me faz bem,
Só ela tem a beleza que me toca
E ela é bela como ninguém.
Não é obsessão, nem paixão que sufoca

Só pode ser amor,
Depois de tantos anos sem vê-la
E quando vejo ainda sinto o mesmo calor
E ela brilha, chama a minha atenção, como uma estrela

O meu primeiro amor, o meu primeiro amor.

Maurício Tovar Junior

Saudade de você


Saudade de você
Saudade do seu cheiro
Da sua pele de bebê
De degustá-la o dia inteiro

Saudade dos seus beijos,
Do nosso contato, rolando na cama
Trocando desejos,
Você dizendo que me ama

Saudade, saudade

Pra saudade faço um apelo,
Quero de volta tudo aquilo
O teu rosto, o cheiro do teu cabelo
Minha língua em seu mamilo,

Teu calor, teu fogo, teu amor

Saudade de tudo, do seu grito custoso
Dos seus olhos frente aos meus
O coração agora quase mudo, silencioso
E eu sequer tive a chance de um adeus

Amor assim, bom de mais e à curto prazo
É prazeroso até demais, a alegria grita até cansar
Depois resta o ápice do arraso
Do adeus que não pude dar.


Maurício Tovar Junior

No império do amor


Tão perto, tão longe
Tão desperto, mais que um monge
Tão fechado, mas tão aberto
Estranha condição, presente incerto.
Tudo, nada, sim e não
Essa eterna contradição

Uma indestrutível junção,
Mas que se rompe com o amor,
E eu venho da quebra, e também da união
Do prazer e da dor.

Tagarela no silêncio,
Culpado na inocência,
Igual na diferença.
É a paz que o caos esconde,
É o caos que a vida revela
Disco voador, jato, zepelim, caravela
Saber de onde, para onde e por quê.

Um sentido, na confusão que é viver.
O sempre, o momento
Agora chorar, amanhã sorrir

Sentimentos meus,
Felicidade triste
E um que ainda resiste,
Ir e vir,
Me despir de tantos eus
Declaro o fim em um soneto mudo,

E por fim, sobra o nada
E impera o tudo.


Maurício Tovar Júnior

Jovem Pássaro místico


Um sorriso roubado,
Um abraço negociado,
Um beijo sem bondade.
Nada espontâneo,
Nada verdade

Se fosse agora uma tarde sóbria,
E não apenas uma noite sombria,
Não terias me tirado a glória,
E ,não por medo, a lua se esconderia

Eu também sinto pena,
Eu também sinto ódio,
Também sinto dor

Eu sou vivo
sou humano,
Eu não sou a refeição do seu ego desenfreado
Sou mais do que teu orgástico castigo,
desentendido...
Jogado em seus lençóis de pano

Devaneios de qualquer homem,
Talvez presunção... talvez sim, talvez não,
demônios que te saciam e te consomem

Não sou o seu dinheiro sujo,
Não sou embriaguês
Até sobrepujo,
a tua amorfa lucidez.


Uma dia verás que não sou "o diferente",
Que eu não sou o revolucionário,
e nem pretendo ser
a palavra que não consta no dicionário

Eu tenho ,sim, uma missão
E o mundo vai me ajudar, preciso que me ajude,
Consciente ou não.
Sem ordem, sem obrigação, sem uma cega submissão
E é assim que espero que o mundo mude,

Você,"amizade", ainda não consegue ver,
Que luz da alma transcende a idade.

(Maurício Tovar Junior)

Luz, Valor e fome

Valor eu dou a vida
que vivo contente,
Amizades que faço em alegria plena
Amor que consigo difícil
Aguardando impaciente
O amor que fará a minha vida valer a pena

Me sinto distante, diferente
Não um outro messias
Talvez um libertário, sem dogma nem regra
Livre de cultos e profecias
E sem nenhuma importância aparente

Olhando pra mim, quem diria?!
"Garoto futuro","jovem pássaro místico","Rei de si mesmo",
Palavras de meu Pai,
Não me tomo por tal valor
"Orai e vigiai"
Não sou nenhum iluminado.
A palavra certa seria "Buscador"

Meu caminho nunca antes trilhado
Sem guia de gurus, bíblia nem vedanta
O amor é o que me faz, me cria, me inspira e me encanta
Meu destino está em outra realidade,
Abrir a trilha do infinito,quem sabe.

Talvez se eu tiver a chave do universo
Eu prefira viver essa condição, viver essa dor
Jamais Fugiria em liberdade, em plena paz
Mais me importa sentir na veia a maravilha que é o amor
E me entregar ao limite em prol do amor que peço.

Viver neste mundo em que a alma se vende por moedas
Onde os sentimentos se perderam na confusão dos valores
Fama, fartura, solidão,Trabalho, um milhão de reais
Isso não satisfaz, nem faz meus olhos brilharem
Amizade, amor,carinho e afeto de verdade
valem infinitamente mais,
Muito mais do que o Prazer impuro da vaidade.

Revolução,
Revolta-te contra o ego que te consome,
Propaga a paz e a verdade em teu coração,
E que a luz da glória sacie a tua fome.

RE volta


Isso? Isso é revolta
É a fúria que sinto pelo tempo perdido
Tempo que perdi ajoelhado, esse, nunca mais volta
Ridículo, estúpido e bondoso

Assim eu era, agora não mais
Bondoso sim, mas sensato tão quanto
Dispenso sua bênção, dispenso sua reza
Cale-se um pouco, antes que eu me torne violento

Não aguento mais, como pude ser tão fraco?
Aceitei tudo que me disseste, e tú nunca respondera minhas perguntas

Cale-se, cale-se ou acabo agora com a farsa que chamas de vida
Maldito sejas tú, tua cruz e tuas palavras
Sois vós quem arderá em lavas

Agora queime, e com tú, tua mentira que percorrera milênios
Nunca alcançarás o pai, nunca serás luz
Teu templo é sujo como o lixo, tua batina é tão negra quanto a tua alma

Agora te cale, e não me peça para ter calma
Pobre de tú, tenho pena, muita pena
Como pode caber em alguém, tal fraqueza e tal alma pequena?!

Resaste tanto durante tua vida, tú e os seguidores teus
É lamentável que foste tão cego,
Que te afastaste tanto do real significado de Deus
E deixaste dominar tanto pelo teu podre ego

Saber ainda que pensaste se aproximar do pai,
Essa é a cruz que eu carrego.



Maurício Tovar Junior

Coração de poeta


Coração de poeta
Cabeça de maluco
A Alma já desperta
Pra não morrer caduco

Poesia é meu dever
Maluquice é a maneira
Se eu optei por escrever
Escreverei a vida inteira

Ainda procuro o meu norte
Vou sem medo
Já que a vida é um segredo
Pra descobrir, conto com a sorte

Até aqui tive sucesso,
Me dei bem e não reclamo
Mas pelo amor que lhe peço
Deixo pra traz, tudo que amo

Poesia é um sentimento
É o desabafo ou o relance
É o reflexo de um momento
Ou uma expansão do alcance

Purifica a alma
Vivifica o coração
É a mão que espalma
Qualquer chateação

Escrevo porque sinto
Toda a beleza do universo
E cada sentimento distinto
Acaba virando um verso

A Brilhante luz do “Eu”
Que hoje está tão em falta,
O paraíso que o pai não prometeu
É a emoção que o poeta exalta

Maurício Tovar Júnior

Quem sou Eu?


Um observador, atento ao mundo
Estava eu aqui, na frente do espelho
Surpreso, silencioso por um segundo
Refletindo sobre o conselho

É duro ter a força pra lutar
O massacre me enfraqueceu,
Mas o sonho que vou buscar
É uma busca pelo próprio Eu

Sei que posso me achar aqui, debaixo do meu nariz
Mas vou buscar bem longe, vou dar meus passos
Porque foi assim que eu quis
Juntar os meus estilhaços
Me fazer de novo

O mundo me quebrou, me dividiu
Mas eu me reencontro um dia, pode crer
Ele ainda não me destruiu
E nem tem esse poder

Quem sou eu? O que eu faço? Qual é a minha meta?
Perguntas que infelizmente não tenho como responder
E então esse questionador adormecido se desperta
E não há lugar no mundo onde eu possa me esconder

Não vou fugir do meu medo,
Nem do compromisso
Vou botar a minha cara frente a frente com o dedo
Que aponta à minha corrente, me fazendo submisso

Submisso ao meu próprio ego, aos meus temores
Mas em verdade afirmo, eu vencerei
Se eu não nasci num templo de flores
Faço a força, a maneira, e um templo de flores eu farei

O que me move, o que realmente me move a ir em frente
É essa insatisfação comigo mesmo, de, enquanto a vida passa,
Saber que nada sou, nada faço, esse estado deprimente
A verdade que eu sei, só eu sei, e não há nada que se faça
Pra impedir que eu caminhe, que eu siga a luz do meu ser
Eu vou dar um significado, um novo conceito à palavra “viver”

Não tente, não há machado ou tesoura que corte a raiz do meu sonho
Não há cadeia ou corrente que impeça a minha busca
Essa luz que me mostra esse lado tão sujo e medonho
Essa luz,essa luz, essa não me ofusca

É tudo muito claro pra mim agora,
Quem sou eu? Quem sou eu?
Vou atraz da resposta, já é hora
Trazer de volta aquela luz, que na confusão da inércia se perdeu

LÚCIFER


Linda estrela matutina , Anjo caído
Único, forte o bastante para desafiar o mestre
Confundido com o diabo, ainda hoje é odiado
Infernal é a mente humana
Fraca e despida de luz
Esperar é o que nos resta, enquanto no céu de hoje
Renasce a luz que, infelizmente, não brilha para todos

Olhe para o céu, meu mestre, está vazio

Agora, os bons homens trabalham contra nós
Não sabem, não fazem idéia
Já tentamos ajudar, mas a falta de luz levou cristo à cruz
Oram para vós, e continuam a agir estupidamente

Coitados, não podem ser ajudados, não querem
Avatares, busquem os poucos, de preferência os loucos
Íris fará a lavagem dessa humanidade podre
Depois de limpa, recomeça a reciclagem
Outra tentativa de elevar o pobre espírito desses coitados

Amor


O amor é inexplicável,é instável
O amor é ,até mesmo, manobrável
Às vezes o amor está à nossa frente
Mas nós somos egoístas
Somos amados, e sabemos,
Mas o ego nos impede de ver o que temos.

Temos obrigações,lições
Todos obedecem ordens,
Maravilhados com suas prisões...
Quando conseguimos ver a "realidade",uma parcela mínima, a possibilidade,
As pessoas choram, nós perdemos o controle,oramos, imploramos a volta.
Egoístas...
Cada um em seu mundo.
Mas mãos que ajudam,são mais santas do que lábios que oram.
Santos? Nem por um segundo.

Na calada da noite,penso em mim
Lembro do outro, apenas lembrança.
Meu mundo é pequeno,e nada me balança, quase não vejo horizonte
Pois só olho para o espelho, não consigo encontrar a fonte
A fonte do meu ser, a essência do meu “eu”
Mas “eu” é que não quero saber, então, penso "o problema é meu"...
Egoísmo

As coisas não são como são
Tudo que tenho em mente, é só ilusão...
Viver não é essa viagem aparente,
Onde se segue sempre em frente, para chegar a lugar nenhum
Quem viaja para chegar lá, se perde no caminho
Viajo por viajar, faço meu ninho, faço meu caminho
Mas não entenda mal, não sigo sozinho
Vejo o amor , divido o bom sabor , não guardo minhas dores
Veja você, e não se perca de vista
Mostre-se a você e a todos,
Mais sensato e menos “ista”.

Maurício Tovar Júnior

O direito de ser esquerdo


Nós, os canhotos somos mal vistos!
Nós, os canhotos somos estranhos!
As pessoas têm medo
Só porque levantamos todos os dias com o pé esquerdo?!
Agora essa, acham que o canhoto nunca irá se indireitar na vida!
Será que não tenho o direito de ser um “esquerdo”?

Há quem diga que somos gênios!
Há quem diga que somos demônios!

Para defender a primeira tese, temos Albert Einstein, Bill Gates
O músico Beethoven,
O famoso Isaac Newton
Todos estudam, todos conhecem, todos ouvem,
Eram todos canhotos

Por outro lado temos os malvados, loucos e sem pudor
Os canhotos: Kurt Cobain;a guerreira louca, Joana D’Arc , Billy the Kid
Até o assassino de prostitutas, Jack, Estripador
Esses não eram muito bem vistos.

Os destros se acham normais, os canhotos também
Mas os destros acham estranhos, os canhotos
Mas os canhotos acham estranhos, os destros
Como resolver a situação?
Seremos todos ambidestros!?

É complicado,
Os destros têm total apoio das lendas e supertições

Se sua mão direita coça, você vai receber algum dinheiro
Sinal de sorte
Mas se coça a mão esquerda, você irá perder o seu dinheiro
Sinal de azar, essa briga já causou até morte!

Os esquerdos eram seguidores do príncipe dos demônios,
Samuel,o chefe de satanás era o seu “Deus”
Samuel, ou Se’mol, significa “o lado esquerdo”
E segundo os Judeus
Canhotos e demônios eram sinônimos.

Por que essa teoria tão bizarra sobre nós?

-“Os canhotos são poderosos feiticeiros”, dizem os esquimós

No egito, o deus Set, que poderia ser relacionado ao Satanás do Cristianismo
Também era chamado de “O olho esquerdo do Sol”
E então, já se pode imainar o que pensaram a respeito do canhotismo
Já o famoso Horus, o deus da vida, era “o olho direito do sol”

Parece que as religiões não simpatizam muito com os canhotos

Até mesmo no budismo, para alcançar o caminho para o Nirvana
Já é dificil se for um adepto do canhotismo, digamos assim
Segundo Buda, o caminho para o nirvana se divide em duas partes:
O caminho da mão esquerda, e o caminho da mão direita
Um é considerado o jeito errado de se viver,
O outro é considerado digno para a purificação da alma,
E advinha só qual é o jeito errado?!

Nós canhotos podemos não ser os gênios
Mas também não somos demônios
Se fossem menos sarcásticos a respeito dos canhotos
E tão à favor da opnião de “normalidade” dos dstros
Talvez seriam, os canhotos,mais modestos

Talvez Einstein não se julgasse acima da média
Talvez não elaborasse a teoria da relatividade
Talvez, apenas Talvez,
Isso tudo é muito relativo

Talvez ,se não fosse canhoto, Alexandre não tivera sido tão “Grande”
Talves Ayrton senna não tivesse batido,
Mesmo sendo numa curva para a esquerda

E então, ser canhoto é um dom, um defeito
Um ganho ou uma perda?!

Mas uma coisa é certa, se meu caminho se divide, eu pego pra esquerda!

O possível finito virtual


Quando olho pra mim mesmo, como não sendo apenas um reflexo
E me vejo caminhando nessa estrada do nada complexo que é a vida
Imagino, por que estamos nessa corrida?
Tudo é disputa, tudo é luta,desde um esperma lutando pela consciência
Até um mendigo homem que luta pela sobrevivência
E se houver vencedor, ou mesmo se não houver, sempre haverá os demais perdedores.
A placa na minha estrada indica " Liberdade absoluta"
Então percebo que estou quase só,nesta luta

Antes só, do que mal acompanhado.
De que adianta companhia se eles me levarem no caminho errado?
Quando eu chegar ao encontro da minha essência
Sei que nada fará sentido nessa minha atual existência
Mas durante essa jornada haverá fortes barreiras do suposto mundo "real"
E até lá precisarei ser objetivo e usar com sabedoria, as forças do bem a até mesmo do "mal" natural.
Felizmente estou muito bem armado
Minha fome por verdade é tão grande, que maior do que o "Eu", nem mesmo a infinidade.

Venha amigo,saia daí, venha comigo nessa viagem pela consciência e descubra
o que é ser, descubra o que nem mesmo está coberto e o que nem ao menos existe.
Venha comigo, você irá ver como a "vida" no mundo é pequena e triste.
Venha e seja,veja,veja e seja o que você deseja ser
Livre de ordens, "ismos", crenças e mandamentos "sagrados"
Não há mais nada pra crer, agora você é livre e pode saber.
Saiba! Basta você querer
Agora você tem esse poder

Esqueça seus antigos valores podres, suas dores ,seus temores e crie o seu espaço universal divino
Coberto de ouro, luz ou flores.
São apenas possibilidades, nada são verdadeiramente, no seu universo de infinidades
Cresça sempre, alimente sua mente
Possibilite o impossível e logo transformaremos a vida comum em algo belo, mais do que banal existência.
Explore seu potencial!
E bem vindo ao infinito impossível Real!

Mundo


Mundo, pobre mundo
Mundo...abrigo de Reis,de tolos,de gênios e vagabundos.
Mundos diversos constituem meu mundo,
Mundo da moda,mundo da mídia...
Mas o Mundo dá voltas...

Maior do que todos os mundos é a arrogância, a ganância e a petulância
que se expressa em seus habitantes...
Melhor dizendo, parasitas...sujos,lamentáveis,degradantes.
Muitos miseráveis, mendigando sonhos...sonhos de vitória.
Medíocres e medonhos...é,que mundo tristonho.
Maior vontade não há, que cresça nos homens, que sua própria glória...

Mesmo que, de todo o mundo, seja ele a maior escória
Mesmo que todos desconheçam a felicidade
Mascaram a crueldade com flores tão belas quanto a divindade
Minha nossa!
Meus caros...me julguem com cuidado,
Minha altivez, mesmo que sem vontade, é só um compromisso com a verdade.

Moda, mídia, capitalismo, compromisso...
Meu mundo é só isso!
Muitas vezes me mordo de raiva...pois ninguém mais vê o que eu vejo,
Mais cegos e mais tolos são os humanos a cada dia que passa
Mastigando e aplaudindo a farsa.
Mudando do vinho da taça para a água da poça no chão sujo de sangue.
Mágoa, sofrimento, dor, destruição, horror, sangue da própria raça.
Meu deus...o homem é um cão de caça!

Me cansei de ser um ator, não é esse o meu papel
Me cansei de seguir passos pequenos, de buscar o caminho do céu
Mostrarei que a vida é mais do que uma corrida
Minha linha de chegada é menos árdua e sofrida...
Matéria, onda, luz e vida...
Mistério é como, por mim são definidas.

Meus amigos me chamam de ingênuo, surrealista, tolo e louco...
Mal sabem eles que sou funcionário da verdade, e sobre isso, sabem eles muito pouco.
Meus sonhos me trazem noticias, de um futuro nem tão distante..
Me mostraram um fogo sufocante, um frio arrepiante, uma enorme serpente e um oceano fervente.
Me mostraram o fim dessa gente...Desse caos, dessa deturpação.
Mas plenamente consciente, no controle do cosmo, na vigésima dimensão.
Mudarei o curso da expressão, sempre com uma mão na mente e outra no coração.

Mundo...Se prepare, mude, antes que meu coração dispare e de tanto desgosto ele pare...
Mandarei que comece a ignição do recomeço despertado, e todo o passado...ao vento será jogado!

Que linda a nossa Jaula


Triste realidade
Lamentável essa sociedade, da vaidade, da irmandade...
Insanidade

Lugar de gênios anônimos
Onde ser e ter são perfeitos sinônimos
Onde “devemos” nos manter anônimos.
Vive em guerra constante
Incessante e rotineiro
A isso nos apegamos, cegamente, aceitamos.

Foi sempre assim, e assim será sempre.
Eu quero ser o fim do sempre
Eu quero acabar com essa farsa
Com o deserto viveiro
Essa prisão alucinante, a nossa jaula!
Tão adorada tão cobiçada...Só uma grade enfeitada.
Tão repugnante, mas num azul tão belo se disfarça.

Cativeiro onde obrigação vem em primeiro
Viveiro...Lugar de sonhos banais, personalidades artificiais.
Eu quero mais
Esse ouro vale nada...Ouro de tolo
Ah...Vida no matadouro, quanta incapacidade!

Um dia vou atravessar o limite, saber a verdade.
Quem sabe, eu possa mudar essa gente...
Quebrar essa corrente
Que nos prende ao chão, pegajosa e pesada...
Nos impede de voar
Eu quero voar!...e pode ser que nunca mais queira pousar...
Eu quero voar! E nunca mais voltar

A frustração cria minha força, minha vontade de mudar...
E com ela derrotarei quem, e o que precisar.
Vou quebrar a grade!
Um dia eu chego lá
Eu quero Liberdade.

Não um apelo, uma tentativa de despertar


Quando me vem essa tentação
Esqueço, depois relembro-me de quem eu sou
Fecho os olhos e volto a ver com o coração
Quando me vem tentar, aquele poder
Reviso-me a vida,
Quem sempre fui e quis ser,
Aquela alma presa que, ao longo do tempo, se soltou.

Quando me vieres propôr o mal
Ou me convencer sobre o que é sagrado
Afasto-te de mim,
Tua alma suja e teu hálito fecal.
Não preciso de ti ao meu lado,
Estou fora da sua gaiola, e prefiro continuar assim.

Não me venhas propôr idéias ou pensamentos divagantes,
Ideais infelizes, ser um demônio aprendiz.
Já fui tentando assim por ti, e ainda antes.
Não me convences com tuas ordens fúteis e infantis

Tu, pobre padre
Pode tratar teus fiéis como cegos ovelhas,
As portas que fechas para o mundo,
Minha própria alma,pra mim, as abre,
Tuas mãos sujas de sangue nunca puxarão minhas orelhas.

Sou líder de mim,
Desafio-te a um duelo de luz,
Eu, buscador mirim
Tirarei das trevas, os "fiéis" que tu conduzes

Religião, igreja, Deus e padres
Por que me revolto tanto contra estes?
Porque o mundo está cego e podre!
Por que será?
Pelas vendas que te põem, teu bom senso já perdeste.
Mortes, guerras, torturas, todas em nome de deus
Até o próprio Jesus, morto por estar na luz.
Ainda resta-te uma parcela de verdade

A menos que prefira manter-se assim,
Podes ter a verdade em mãos,
A verdade que está em cristo está em você e está em mim
É uma escolha que,em muito, se assemelha
Àquela questão de pílula azul ou pílula vermelha.
Quem sabe ,um dia,Possamos ser realmente irmãos.



Maurício Tovar Junior