terça-feira, 28 de outubro de 2008

Jovem Pássaro místico


Um sorriso roubado,
Um abraço negociado,
Um beijo sem bondade.
Nada espontâneo,
Nada verdade

Se fosse agora uma tarde sóbria,
E não apenas uma noite sombria,
Não terias me tirado a glória,
E ,não por medo, a lua se esconderia

Eu também sinto pena,
Eu também sinto ódio,
Também sinto dor

Eu sou vivo
sou humano,
Eu não sou a refeição do seu ego desenfreado
Sou mais do que teu orgástico castigo,
desentendido...
Jogado em seus lençóis de pano

Devaneios de qualquer homem,
Talvez presunção... talvez sim, talvez não,
demônios que te saciam e te consomem

Não sou o seu dinheiro sujo,
Não sou embriaguês
Até sobrepujo,
a tua amorfa lucidez.


Uma dia verás que não sou "o diferente",
Que eu não sou o revolucionário,
e nem pretendo ser
a palavra que não consta no dicionário

Eu tenho ,sim, uma missão
E o mundo vai me ajudar, preciso que me ajude,
Consciente ou não.
Sem ordem, sem obrigação, sem uma cega submissão
E é assim que espero que o mundo mude,

Você,"amizade", ainda não consegue ver,
Que luz da alma transcende a idade.

(Maurício Tovar Junior)

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