terça-feira, 28 de outubro de 2008

Não um apelo, uma tentativa de despertar


Quando me vem essa tentação
Esqueço, depois relembro-me de quem eu sou
Fecho os olhos e volto a ver com o coração
Quando me vem tentar, aquele poder
Reviso-me a vida,
Quem sempre fui e quis ser,
Aquela alma presa que, ao longo do tempo, se soltou.

Quando me vieres propôr o mal
Ou me convencer sobre o que é sagrado
Afasto-te de mim,
Tua alma suja e teu hálito fecal.
Não preciso de ti ao meu lado,
Estou fora da sua gaiola, e prefiro continuar assim.

Não me venhas propôr idéias ou pensamentos divagantes,
Ideais infelizes, ser um demônio aprendiz.
Já fui tentando assim por ti, e ainda antes.
Não me convences com tuas ordens fúteis e infantis

Tu, pobre padre
Pode tratar teus fiéis como cegos ovelhas,
As portas que fechas para o mundo,
Minha própria alma,pra mim, as abre,
Tuas mãos sujas de sangue nunca puxarão minhas orelhas.

Sou líder de mim,
Desafio-te a um duelo de luz,
Eu, buscador mirim
Tirarei das trevas, os "fiéis" que tu conduzes

Religião, igreja, Deus e padres
Por que me revolto tanto contra estes?
Porque o mundo está cego e podre!
Por que será?
Pelas vendas que te põem, teu bom senso já perdeste.
Mortes, guerras, torturas, todas em nome de deus
Até o próprio Jesus, morto por estar na luz.
Ainda resta-te uma parcela de verdade

A menos que prefira manter-se assim,
Podes ter a verdade em mãos,
A verdade que está em cristo está em você e está em mim
É uma escolha que,em muito, se assemelha
Àquela questão de pílula azul ou pílula vermelha.
Quem sabe ,um dia,Possamos ser realmente irmãos.



Maurício Tovar Junior

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