terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quem sou Eu?


Um observador, atento ao mundo
Estava eu aqui, na frente do espelho
Surpreso, silencioso por um segundo
Refletindo sobre o conselho

É duro ter a força pra lutar
O massacre me enfraqueceu,
Mas o sonho que vou buscar
É uma busca pelo próprio Eu

Sei que posso me achar aqui, debaixo do meu nariz
Mas vou buscar bem longe, vou dar meus passos
Porque foi assim que eu quis
Juntar os meus estilhaços
Me fazer de novo

O mundo me quebrou, me dividiu
Mas eu me reencontro um dia, pode crer
Ele ainda não me destruiu
E nem tem esse poder

Quem sou eu? O que eu faço? Qual é a minha meta?
Perguntas que infelizmente não tenho como responder
E então esse questionador adormecido se desperta
E não há lugar no mundo onde eu possa me esconder

Não vou fugir do meu medo,
Nem do compromisso
Vou botar a minha cara frente a frente com o dedo
Que aponta à minha corrente, me fazendo submisso

Submisso ao meu próprio ego, aos meus temores
Mas em verdade afirmo, eu vencerei
Se eu não nasci num templo de flores
Faço a força, a maneira, e um templo de flores eu farei

O que me move, o que realmente me move a ir em frente
É essa insatisfação comigo mesmo, de, enquanto a vida passa,
Saber que nada sou, nada faço, esse estado deprimente
A verdade que eu sei, só eu sei, e não há nada que se faça
Pra impedir que eu caminhe, que eu siga a luz do meu ser
Eu vou dar um significado, um novo conceito à palavra “viver”

Não tente, não há machado ou tesoura que corte a raiz do meu sonho
Não há cadeia ou corrente que impeça a minha busca
Essa luz que me mostra esse lado tão sujo e medonho
Essa luz,essa luz, essa não me ofusca

É tudo muito claro pra mim agora,
Quem sou eu? Quem sou eu?
Vou atraz da resposta, já é hora
Trazer de volta aquela luz, que na confusão da inércia se perdeu

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