terça-feira, 4 de novembro de 2008

Pai





Pai, Se tu sabes o porquê,não me abandone agora
Se realmente me ama, me vê e me sente,
Dê-me a sua mão, dê-me uma parcela de sua força,
Faz de mim a tua obra, expulsa de mim este fatal adormecimento,
Use o meu sangue,se preciso,todo ele, mas suplico a ti, Ó pai onisciente
Não me deixe aqui,como apenas instrumento

Pai, Tu és a resposta, tu és o caminho,
Tu sabes por onde ando, por que me toma, essa imensa solidão?
Por que ainda me sinto tão sozinho?
Mesmo cercado por toda essa multidão.
Tu me abandonaste, Pai?
Ou abandonaste o resto do mundo?
Por que ainda sinto-me estranho, se somos todos irmãos?

Pai, perdoe profundamente o desacordo de meu ego,
Tu és tão grande, e eu ,tão pequeno, ainda o julgo.
Traga à tona o meu Real ser
Faça-me valer a cruz que eu carrego,
Tire o meu véu, tire-me o "mundo",tire-me o "vulgo".

Pai, na consciência que tu me deste aqui e agora
Espero o fim da quinta raça,
Com o orgulho de ti,o orgulho de mim,e o amor pelo mundo
Que no fim desse tempo, eu possa respirar o ar da graça
E me afastar, de uma vez por todas, da maleficência do ego
Que afunda a consciência de tantos, no eterno sono profundo.

Pai, não uso palavras para falar contigo
Pois eu sou você,
Mas o faço, pois o que a mente não projeta
O teu olho não vê.

Maurício Tovar Júnior

5 comentários:

Anônimo disse...

Forte, muito bem escrito, me lembrou algo do discurso de Cristo quando de sua crucificação...
Você tá ficando bom demais nisso!
/aléssio

gaioladoseus disse...

atente mais para a citação da quinta raça....

Anônimo disse...

é algo daquelas previsões astecas?

gaioladoseus disse...

seriam previsões "Maias" o que vc quis dizer?! ...talvez...pode-se dizer q tem uma parcela de relação com isso, mas não é esse o ponto.

aida disse...

excelente grau de consciencia de um processo que vem se desencadeando na trajetória da existencia...continue ligado!!!