quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O relatrório de um viajante


Não há como transmitir,
Eu fui ao céu, eu fui ao inferno,
Eu entendi o "existir",
O primeiro laço materno

Não existem palavras
Não existem gestos
Não existem, não existem

Experiência única e "sagrada",
visitei o universo mental, o tudo
Impressiona-me ver o quão somos NADA,
E tão pouco do nada presencia o tudo, lamentável.

Não existem palavras para descrever
A falta de ação, a fraqueza de quem já percorreu,
E ao mesmo tempo o sentimento de dever,
De alertar ao "mundo" que ele ainda não morreu

A linguagem que eu mais domino,
talvez não tenha tanto impacto,
Mas o que eu posso fazer?!
Aqui para os "homens", uma nuvem cobre o divino,
Mas quem SABE, sabe que permanece intacto.

É duro ver os fracos, os cegos, os iludidos
E os pobres coitados, se imaginam tão sabidos!

Logo logo, sentirão as dores.
É uma pena. É o conceito do fracasso!
Saber que é tão mais duro quebrar uma jaula de Flores,
Do que quebrar uma resistente jaula de aço.

Pois no agrado das flores ao redor,
Acomodam-se os que vêem através dos olhos,
Já a grade cinza e suja, com resistência maior,
Desperta o desespero do saber-se tão frágeis e simplórios.

É desesperador, como é triste visitar o "céu",
Um lugar quase desabitado,

Inferno?! Antes existisse um!

Assim ao menos essas almas cabisbaixas teriam um abrigo.

Ouça o que te digo, busque mais, Busque Mais!

Pois nada tem mais valor do que a VERDADE,

ABSOLUTAMENTE nada, meu amigo.


Maurício Tovar Junior