sábado, 9 de maio de 2009

Pés descalços


A grama verde sob os meus pés descalços
Me lembra daqueles tempos remotos
Tempos findados, mais puros e menos falsos
O tempo passou, a grama secou, restaram as fotos

Lembranças quase mortas
Que se perderam na agonia,
Quando se fecharam as nossas portas,
quando desfez-se a harmonia

Tempos fartos, em que se via
Naturalmente ocorrerem
Os partos diários de uma nova alegria
Que lamentei vê-las morrerem

Ainda resta o peito,
E as mesmas emoções em memória, de fato
Mas acabou o respeito,
E com ele, o nosso contato

Infelicidades e decepções acontecem
Mas é preciso ter em mente
Que enquanto jardins morrem, outros florescem
E que a vida segue em frente.

Maurício Tovar Junior

Um comentário:

simplesmente curando disse...

Meu querido, cada vez me surpreende mais com os seus poemas,que felicidade sinto em saber quanto é grandiosa a sua alma e como ela se expressa quando escreve os seus poemas, como eles tocam também as nossas almas , que caminham com certeza em uma mesma sintonia.
Um grande beijo!!!
ve se entra no meu como seguidor e no blog do seu pai também.