segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sinestesia





Palavras belas perambulando pelo corredor,
Cores vivas saltando pela janela,
São as palavras de meu amor,
em meu olhar sinestésico sobre ela.

Esse docinho que me enche a boca d'agua,
Que me fascina e me consome,
Com um leve toque de mágoa,
O gostinho do teu nome.

Eu posso ver-te sonhar
Nos meus sonhos, ao vivo e a cores
e devo ressaltar,
que é o mais belo dos amores,
dos poucos em que estive.

Uma confusão de sentidos,
Uma mistura de sentimentos,
realidade fantástica e exaustiva.

Vida que atende aos meus pedidos,
e nesses mágicos momentos,
vale a pena que aqui se viva.



Maurício Tovar Junior

domingo, 25 de abril de 2010

Nada Vale





De que vale a grama verde e molhada,
se ,descalço, eu nunca pisar?
De que vale admirar a minha amada,
se já sei que ela nunca será capaz de amar?

De que vale toda a beleza desse mundo, daquela mulher,
se na mentira dessa vida
não posso viver um segundo sequer?

Perdeu-se o juízo, esmagaram os valores
Se acomodaram no escuro
de uma gaiola de flores

E se de repente a minha vida passar?
De que valem as rosas, que a ela não pude dar?

De que valem os deuses, toda a divina criação?
Se tiveres o mundo aos seus pés
e nada no coração...

Tanto esforço, tanto trabalho
e no fim, ver no espelho a imagem de um espantalho.


Maurício Tovar Junior