terça-feira, 13 de novembro de 2012

Curvas




Hora lamentei sentir perdido,
mas perdido aqui, nas curvas deste seu caminho,
foi um desejo concedido,
um beijo, um vinho com queijo...um carinho

A luz intensa refletida nos meus olhos,
do suor na silhueta de suas curvas
lavando tudo que foi ilusório,
todos os sentimentos e idéias turvas.

Cada suspiro seu, cada carícia,
A lua honrou cada segundo.
Meus risos confusos, de malícia
E sair antes do sol, como um mero vagabundo.

Me agradou, a sensação da liberdade,
a paz, o prazer...
Ainda há muito a se viver,
Deixe-me ir, que já é tarde.



Maurício Tovar Junior



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No fim, o engasgo do que não passou de um sonho






O caminho estreito
de um ingênuo sonhador
com o tempo, se revela defeito
e os erros traduzem a dor

E ainda que doa, não deixarei meu posto.
Não corromper minh'alma, como a cega maré
Infelizmente torna-me oposto,
ao que o oposto realmente é.

Entre estorvos banais e falsas justiças,
o coração um dia se embaraça
em nefastas teias postiças
Até que um dia a solidão o abraça.

Somos assassinos da nossa própria felicidade
Pelo orgulho tolo de não mudar o fato.
Os falseios se sobrepõem à Verdade
E o coração, um dia, perde o tato.

Estamos em Vida, e aqui há a felicidade
Porém, a própria vida também o traga
E o fraco,sem visão e sensibilidade
É aquele, que a divindade esmaga.

Ou finge ser vil,
Ou estará nadando contra a maré.
Mas tendo no peito este amor febril
É como estar na vereda da luz, e andar de marcha ré

Talvez seja este um carma, ou um legado
Pelo imenso desprazer
de beijar a felicidade, e permitir morrer

...com o peito engasgado