sábado, 28 de setembro de 2013

A Leoa

 
Estava sempre por perto
mas cuidando pra que eu talvez não a visse
com um objetivo já certo
e aquele sorriso largo, como o do gato de Alice

Deixou pistas fáceis de se desvendar
Como se ja soubesse claro
o despudor de meu faro
quando pretendo amar.

Veio precisa como uma flecha
Me cercando na esquina,
sem deixar nenhuma brecha...
Lambeu-me o rosto com sua tara felina!

Fez-me a caça de seu bando opressor.
Ahh se tivesse em cada selva, tal lição...
Não tivera refúgio ou guarnição
nem "rei da selva" que pudesse se impor.

Me restara o sorridente rendimento
Fiz de mim tigre domado...
Com marcas leves de um bote consumado
Sem orgulho, sem pompa galante...Sem arrependimento!

Maurício Tovar junior

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