quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Trauma


Do início, construiu-se o triste fim
E das ferroadas eternizaram-se as chagas
Consumiu-me os pulsos, o fígado e o rim
No mergulho sem fôlego entre memórias e mágoas.

Sem sentido de viver, ou qualquer lágrima cativa
Por que hei de temer ou me preocupar?
O amanhã é denso e sem qualquer expectativa
Sem relógio ou calendário, num mundo sem lugar.

Encheu-se o poço da confusão
por escarros e outros dejetos
de almas vis e sem sobriedade na condução,
...cacos mentais por todo o trajeto.

Retrai, retorce e agoniza
E tal passado, nenhum futuro desfaz
Que me deixe só, com qualquer artifício fugaz
Lucidez já não há, e qualquer trago suaviza.

Um novo amalgama de egos, doentio e fatal
Perturbado e sem qualquer senso de norte
Não resta eixo, nem fagulha qualquer de origem racional

Enquanto resiste, apenas solitude,
Quando não mais....a suplicada morte.




Maurício Tovar Junior

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